#MaradoWeekly #WeeklyShirt Week 12 
Publicações públicas de @marado@ciberlandia.pt
🎸🎤 Hoje é #MusiQuinta, a pauta definida é “Músicas pra deixar tocando de fundo”.
Para este tema escolho o que tenho de escolher, se bem que pode não vos dar muito jeito... é a música "Leroi", uma história ritual de 1332 segundos (22:12) de Merankorii, lançada em CD em 2009 e sem edição digital, já há muito fora de circulação... tenho já pensado que valia bem a pena haver uma re-edição disto, um disco de "dungeon synth" (em certa medida) antes desse termo existir... seja como for, o seu tema cíclico faz deste um disco - e principalmente uma música - que se torna para mim uma escolha óbvia se estou a pensar numa música para deixar a tocar em pano de fundo...
Não vos deixo link para audição, mas ficam com uma foto, e uma review :-)
https://web.archive.org/web/20210419124853/http://www.damned-by-light.com/reviews/352.html 
#musiquinta - "música sobre música"
Merankorii - The 20th Blues
Havia um grupo de grupos e músicos que participava num desafio musical: "The 20th" tinha uma regra simples - a cada dia 20, fazia-se uma música de raíz, de fio a pavio, e ao terminar o dia envia-se o resultado - que era reunido com todos os outros que eram feitos um pouco por todo o mundo num CD daquele mês.
Num desses dias 20, fiz uma música sobre "os vintes":
Duas décadas. Faz hoje 20 anos - uma vida - que "Crash", o meu segundo disco a solo, foi lançado. Um disco que fala do fim de uma vida mas também do ser partido em cacos que renasce do fim. Quase apenas coincidentemente, o disco foi gravado entre o fim da minha vida em Coimbra e o início da minha vida na "Grande Lisboa", com tudo o que mudou com isso. O fim era o início, o disco tanto testemunho como promessa. O lançamento foi feito em Carnaxide, no meu aniversário e na noite mais longa do ano. Duas décadas - vivi uma vida inteira desde então. Há ultimamente cada vez mais coisas que acontecem ou que relembro e tenho aquele sentimento de "nem dá para acreditar que já passou tanto tempo." Surpreendeu-me notar que o mesmo não me acontece com Crash. Não passou "demasiado tempo", passou o tempo que tinha que passar, para que eu pudesse ter vivido a vida que vivi nos últimos vinte anos, em muitos aspectos uma "vida nova". Crash fica assim como uma autobiografia, ou um autorretrato; uma ilustração daquilo que era #Merankorii, daquilo que era eu até então. Ouço-o hoje não com saudosismo mas com a serena convicção que fiz bem em tirar aquele retrato, lançar o registo que fiz. E talvez essa serenidade que o disco me dá também me sirva para olhar com mais vontade para os vinte anos que o futuro nos reservará. 
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