Portanto, a narrativa dos comentadores já está a ser adoptada pelos deputados do PSD: pelos vistos não nos podemos preparar para a #criseclimática porque "há contas" e sai muito caro. Ainda não vi ninguém a responder o óbvio (e para o qual também há contas): não agir sai ainda mais caro.
Publicações públicas de @marado@ciberlandia.pt
Até tive de ir confirmar... mas é verdade: ontem às 20:10, em entrevista no Jornal da Noite da SIC:
Manuel Castro Almeida (Ministro da Economia e da Coesão Territorial): "Há uma norma que permite garantir a todas mínimos de sobrevivência, 537€ por pessoa, ou 1075€ por agregado familiar"
Jornalista: "Que elas já têm na mão?"
Ministro: "Que elas vão ter na mão, repare - é suposto agora no final do mês poderem ter esse dinheiro na mão, esperamos nós"
Jornalista: "Então mas ela estão a precisar agora, não é?"
Ministro: "Não, agora é suposto terem tido ordenado de, do mês passado, pode ainda ficar..."
Jornalista: "Ah, então está a contar, está a contar com o ordenado de das vítimas do temporal"
Ministro: "do lado, ent- tã- ag, ag, agora é que podem ficar, podem ficar sem sem sem sem sem condições de sobrevivência, têm..."
Jornalista: "E as pessoas que estão neste momento a chover-lhes em casa porque não têm telhados? Porque a situação continua, Sr. Ministro, não é?"
Mais um #VotoAntecipado.
O número de inscrições, por aqui, foi menor - esperemos que não seja um reflexo de um aumento da abstenção nesta segunda volta.
Seja como for, hoje já lutei contra o fascismo. E sim, eu sei que o fascismo não se derrota nas urnas - mas isso não quer dizer que estas eleições não são uma etapa importante nesse combate, uma das formas mais directas, simples e eficazes de dizer não àqueles que querem voltar ao que tínhamos antes do 25 de Abril.
O fascismo combate-se todos os dias, na rua, junto às pessoas. Com empatia e não com ódio, com cravos e não com balas. E seja hoje ou daqui a uma semana, combate-se também com cruzes, com votos.
E lembrem-se, nenhuma eleição está ganha antes dos votos feitos e contados. "Isso nunca vai acontecer" às vezes dá resultados surpreendentes (lembram-se do Brexit?)
Há coisas importantes a fazer. Este mês, para os eleitores Portugueses, votar deve estar no topo da lista.
PM volta a propor a introdução de voto eletrónico de forma experimental nos actos eleitorais, agora no debate quinzenal.
Ainda na minha saga de leitura de sondagens (sim, há malucos para tudo...):
Nas "letras pequininas", isto é, naquilo que é depositado na ERC e só porque a Lei manda, lê-se na sondagem do ISCTE de Dezembro que o número de "votos simulados" que três das possibilidades tiveram foram: Cardoso, 1 voto (0.1%), Joana Amaral Dias, 9 votos (1.0%), Jorge Pinto, 10 votos (1.1%). Estes valores a cru são depois ponderados e distribuídos, o que é normal... o que não se entende é o resultado depois da ponderação.
Em princípio, a ponderação distribui, e portanto devia dar mais para toda a gente, mas na realidade não foi isso que foi parar à comunicação social... Porquê? Ora, no documento para os resultados ponderados, eles começam por pegar na tabela de votos por ponderar, para depois fazer a ponderação. Saber como a ponderação foi feita é coisa que não vamos descobrir neste toot - lamento - mas é que o documento em questão é um documento de 66 páginas, que apresenta os dados por ponderar na página 33, e depois apresenta as páginas 34 e seguintes todas em branco... o que também me leva a perguntar se a ERC faz o mínimo de validação dos documentos que lhe são entregues.
1/2
A coisa que mais espanta é que apesar de na televisão ser encontrarem apoiantes de Seguro, nas redes sociais já li dezenas de pessoas que votam Seguro "porque tem hipótese" e ainda não vi uma que ache mesmo que ele é a melhor escolha.
O debate entre todos, os 11.
0 - pede-se logo respostas curtas e sem interrupções, isso não é sinal que o debate foi mal preparado?
1 - Venezuela:
LMM diz que Governo e Presidente estiveram bem. O importante é saber como vai ser o futuro da Venezuela.
GeM acha que não é só o futuro da Venezuela que está em jogo, não se pode admitir o que EUA, Rússia e China têm feito. Diz que Portugal não assinou o documento da Gronelândia, jornalista diz que sim, e GeM responde "exactamente" 🤷♂️
AV diz que a violação do direito internacional foi boa, que o assassinato do Bin Laden também foi uma violação e foi bom. E a Gronelândia? Se Trump atacar, é defender e lutar.
Seguro relembra que o objectivo desta violação nem foi repor a democracia na Venezuela, e sobre a Gronelândia acha que é necessário não esperar e fazer uma reunião de líderes da NATO.
Cotrim aplaude o que foi feito, condena como foi feito. "Agrada-nos o resultado" (pena que não lhe perguntem se isso inclui os mortos no ataque). Sobre a Gronelândia é preciso prepararmo-nos para a guerra.
1/n
Enquanto esperam pelo debate entre todos os candidatos (desta vez mesmo todos, os 11) que vai dar às 22h, estejam à vontade para ler o meu resumo do debate na rádio que aconteceu entre os três "candidatos excluídos" (André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira), caso não o tenham ouvido.
Costumo fazer threads para os debates, mas visto que este ouvi em diferido preferi escrever no meu blog em vez de ter aqui uma mega-thread... mas se quiserem comentar, estejam à vontade para comentar aqui 😛
O "debate da rádio" tem oito dos candidatos à presidência (adivinhem quem) e duas horas.
Legenda: AV = "André Ventura", AF = "António Filipe", CM = "Catarina Martins", CF = "Cotrim Figueiredo", AS = "António Seguro", MM = "Marques Mendes", GM = "Gouveia e Melo", JP = "Jorge Pinto"
Pelos vistos o debate está dividido em blocos: o primeiro bloco é sobre poderes presidenciais (se calhar o único que devia haver?):
- se OE chumba, dissolução de parlamento ou?: alguns acham que "depende do contexto", mas no detalhe e em contextos específicos agiriam de maneira diferente (AV dissolveria no caso da geringonça, AF não dissolveria em caso de governos minoritários, CF acha que é nas maiorias que é preciso insistir...), outros (ou só CM?, GM é troca-tintas, diz que cada caso é um caso mas depois parece que todos os casos não levam à dissolução...) que dissolver o parlamento por causa de um chumbo de um OE é o instrumento errado, se o parlamento acha que não há condições então podem recorrer à Moção de Censura.
1/n
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