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Publicações públicas de @marado@ciberlandia.pt

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Para os senhores comentadores que dizem agora que o #SIRESP já foi privado e que agora é público, falha sempre (e depois ainda acrescentam o corolário de que isso é uma prova que não interessa de as coisas são públicas ou privadas), relembra-se que a gestão do SIRESP continua a ser privada, por consecutivos adiamentos da transição para a gestão pública por parte dos governos Montenegro. Destaca-se que esses adiamentos não têm permitido que o serviço seja diferente (pelo que não é de espantar que o SIRESP continue a falhar - foi a opção política tomada), e que têm tido um custo financeiro brutal. Fica aqui uma notícia dos 26 milhões de euros pagos já depois das tempestades, para continuarmos a ter a gestão privada do SIRESP para o resto deste ano.

Se querem criticar a gestão pública, criem a gestão pública primeiro, sim? Obrigado.

https://eco.sapo.pt/2026/02/09/siresp-vai-receber-26-milhoes-de-euros-enquanto-nao-e-substituido/

In reply to: #116049035418601557 1 month ago
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O comboio de tempestades continua, ainda é cedo para pedir reflexões: mas eventualmente cá estarei a perguntar quais são as responsabilidades do Estado Português pelos acontecimentos.

Mas entretanto já se ouve algumas vozes nesse sentido. Na newsletter da ZERO, Francisco Ferreira escreve:

Enquanto os efeitos se faziam sentir, no Parlamento ficou um contraste que não podemos ignorar: a Iniciativa Liberal clamava por um enfraquecimento da Lei de Bases do Clima, um sinal de retrocesso que seria totalmente irresponsável. É ainda mais urgente termos uma Lei de Bases do Clima ambiciosa, aplicada e exigível, com Planos Municipais e Regionais de Ação Climática que deixem de ser papel - muitos continuam em atraso apesar do prazo legal já ter passado. Esses planos têm de olhar no curto prazo para respostas mais eficazes da proteção civil (alertas, redundância energética e de comunicações, gestão de bacias e linhas de água), mas sobretudo para respostas estruturantes no longo prazo: ordenamento do território que agrave a impermeabilização dos solos, infraestruturas críticas desenhadas para vento e precipitação extremos, e investimento em soluções baseadas na natureza que reduzam picos de caudal.

Entretanto, deixo-vos um link sobre como estamos em termos do cumprimento da Lei de Bases do Clima.

In reply to: #116018790997423452 1 month ago
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Até tive de ir confirmar... mas é verdade: ontem às 20:10, em entrevista no Jornal da Noite da SIC:

Manuel Castro Almeida (Ministro da Economia e da Coesão Territorial): "Há uma norma que permite garantir a todas mínimos de sobrevivência, 537€ por pessoa, ou 1075€ por agregado familiar"

Jornalista: "Que elas já têm na mão?"

Ministro: "Que elas vão ter na mão, repare - é suposto agora no final do mês poderem ter esse dinheiro na mão, esperamos nós"

Jornalista: "Então mas ela estão a precisar agora, não é?"

Ministro: "Não, agora é suposto terem tido ordenado de, do mês passado, pode ainda ficar..."

Jornalista: "Ah, então está a contar, está a contar com o ordenado de das vítimas do temporal"

Ministro: "do lado, ent- tã- ag, ag, agora é que podem ficar, podem ficar sem sem sem sem sem condições de sobrevivência, têm..."

Jornalista: "E as pessoas que estão neste momento a chover-lhes em casa porque não têm telhados? Porque a situação continua, Sr. Ministro, não é?"

#ptpol #tempestades Imagem d'O Jornal Económico a citar o Manuel Castro Almeida, Ministro da Economia: "Apoio imediato? É suposto terem recebido o ordenado do mês passado"

In reply to: #116007300889259632 1 month ago
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