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Publicações públicas de @marado@ciberlandia.pt
#ZERO considera #barragem de #Girabolhos uma falsa solução para as #cheias do #Mondego
A utilização dos recentes episódios de cheias na bacia do Mondego como justificação para uma decisão estrutural com o impacto que terá a construção desta barragem revela uma abordagem reativa e não estratégica para a gestão dos riscos e até algum aproveitamento político da situação para convencer a opinião pública da necessidade de fazer avançar a agenda “barragista”. Infraestruturas hidráulicas desta escala exigem uma análise séria, com processos de decisão sustentados em estudos atualizados que abranjam vertentes como a hidrologia, o ordenamento do território, análises de custo-benefício e impactes ambientais, todos eles distanciados do contexto emocional provocado por eventos recentes, não podendo nunca ser substituídos por anúncios políticos enganadores em contexto de crise.
O comboio de tempestades continua, ainda é cedo para pedir reflexões: mas eventualmente cá estarei a perguntar quais são as responsabilidades do Estado Português pelos acontecimentos.
Mas entretanto já se ouve algumas vozes nesse sentido. Na newsletter da ZERO, Francisco Ferreira escreve:
Enquanto os efeitos se faziam sentir, no Parlamento ficou um contraste que não podemos ignorar: a Iniciativa Liberal clamava por um enfraquecimento da Lei de Bases do Clima, um sinal de retrocesso que seria totalmente irresponsável. É ainda mais urgente termos uma Lei de Bases do Clima ambiciosa, aplicada e exigível, com Planos Municipais e Regionais de Ação Climática que deixem de ser papel - muitos continuam em atraso apesar do prazo legal já ter passado. Esses planos têm de olhar no curto prazo para respostas mais eficazes da proteção civil (alertas, redundância energética e de comunicações, gestão de bacias e linhas de água), mas sobretudo para respostas estruturantes no longo prazo: ordenamento do território que agrave a impermeabilização dos solos, infraestruturas críticas desenhadas para vento e precipitação extremos, e investimento em soluções baseadas na natureza que reduzam picos de caudal.
Entretanto, deixo-vos um link sobre como estamos em termos do cumprimento da Lei de Bases do Clima.
#ZERO acusa ministro de "ataque inédito" aos técnicos do #ICNF
A associação ambientalista ZERO classificou hoje como um "ataque inédito à dignidade das instituições" as declarações do ministro da Agricultura e Pescas sobre os técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Vale mais tarde que nunca: o anunciado Plano de Ação 2026-2027 para a Estratégia Digital Nacional está finalmente publicado.
Sem surpresas, não faz menção ao facto de estar a substituir o de 2025-2026, as coisas que eram para ter sido feitas em 2025 agora aparecem com para começar a fazer em 2026, e zero explicação sobre porque é que a coisas (incluindo aquelas que eram "passar a cumprir a lei") não foram feitas.
https://digital.gov.pt/pt/documentos/estrategia-digital-nacional-plano-de-acao-2026-2027
O futuro das Zonas de Proteção Total do mar dos Açores exige ação imediata
Os Açores são hoje uma referência internacional na conservação marinha. Com o Parque Marinho dos Açores e a RAMPA, cerca de 30% do mar da região está protegido, sendo mais de metade classificada como Zona de Proteção Total - verdadeiros santuários onde não são permitidas atividades extrativas, incluindo a pesca.
Estas áreas são essenciais para a regeneração dos ecossistemas, a proteção de espécies vulneráveis e a resiliência do #oceano face às #AlteraçõesClimáticas. A longo prazo, beneficiam também as pessoas, ao fortalecer a pesca, o turismo e a investigação científica.
O que está em causa?
Está em discussão, na Assembleia Legislativa Regional, uma proposta que pretende permitir a pesca de salto e vara nas atuais zonas de proteção total, alterando o regime que sustenta o Parque Marinho dos Açores.
Se esta alteração for aprovada:
- Enfraquece o conceito de proteção total e cria um precedente perigoso;
- Compromete o equilíbrio ecológico destas áreas;
- Coloca Portugal em risco de incumprimento dos seus compromissos internacionais;
- Torna a fiscalização mais difícil e menos eficaz.
Como pode ajudar?
Neste site é possível enviar automaticamente um email a pedir a rejeição desta alteração.
Como foram os primeiros 10 anos da #ZERO e o que se perspectiva para os 10 próximos é o tema do documentário preparado para o aniversário e que se pode ver aqui: https://youtu.be/9FPuh3hBT8s
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